quarta-feira, dezembro 13, 2006

Esqueça-me

Quase uma semana sem novos posts. Já tinha me esquecido de como trabalhar com jogos pode ser estressante e cansativo.

Sério, se você pensa (ou sonha) em trabalhar com jogos, pense de novo. Estresse, correria e cansaço são ingredientes de qualquer tipo de trabalho. Mas, ao contrário da imagem que constroem por aí, trabalhar com jogos não é apenas jogar. Pode ser (e com certeza é) divertido, mas em alguns momentos a última coisa que você desejará ver na sua frente será um computador ou algum jogo. Em casa você vai querer apenas descansar. Ou ler algo. (Leia meu blog!).

Ainda assim, o importante é encarar o que deve ser feito como amor, paixão e devoção ao trabalho, e não como obrigação. No fim você será recompensado - um "obrigado" ou "ficou legal" fará com que você volte a querer jogar :) E melhorar, sempre.

Agora que o pequeno caos se passou, espero ter tempo para resolver algumas coisas deixadas em segundo plano - inclusive me divertir. Alguém que ir ao cinema assistir a
Happy Feet junto comigo?

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Link adicionado ao lado, blog do Samuel:
http://eoquedizem.blogspot.com/

Corram lá pra xingar o cara :D

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Comemorei o meu aniversário junto com alguns amigos no último sábado, no Genuíno Bar aqui em Sampa. O melhor chopp que já experimentei, de longe. E olha que eu não gosto de cevada.

Ganhei presentinhos MUITO FOFOS das minhas amigas e dois excelentes livros do Nero. Valeu, Nerinho! (huahua mas um dos livros é - era - para o Marcelo... depois eu empresto pra ele!)

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A novela Páginas da Vida é uma farsa. Já temos que aguentar o péssimo ator (nem sei o nome de seu personagem, quanto mais o nome real...) parceiro da garotinha que se acha gordinha, com seu playback insuportável e uma atuação desprezível. Tal ator, aliás, é "cunhado" do diretor da novela (Jayme Monjardim), irmão da "Tânia Maria", que ninguém sabia quem era até ter sua música na novela. Incrível...

Poderia falar do Rio de Janeiro e seu mundo rico, o Leblon glamourizado. Mas não. A farsa a qual me refiro é como a bulimia é retratada na novela.

Cadê a gorda na novela? A garota bulímica sequer parece com uma gordinha. Ainda se fosse a redondinha (que na verdade é até magra) que pariu o casal de gêmeos... Mas não. Em nenhum momento na novela, pelo que acompanhei, a garota mostrou apreensão por ser "gorda". Sua intérprete infantil, quando criança, era uma brilhante atriz compulsiva por chocolates (ela só fazia isso!).

Eu sei que a novela quer passar a mensagem de que a bulimia é uma doença, tentando mostrar aos jovens que mesmo magros os "doentes" se acham gordos. Mas que belo exemplo, mostrando a perfeição da ficção COM MODELOS E ATRIZES BOMBADAS E MAQUIADAS!

Novamente eu pergunto: cadê a GORDA na novela? Numa cena dias atrás, um médico dizia aos pais da bulímica que a sociedade precisa mudar o conceito de magreza, de beleza. Faça-me rir, Y HALO THAR! É o mesmo conceito que a novela está mostrando. O mesmo conceito que "apresentadoras de TV" como Ana Hickmann (hahaha!) criticam abertamente.

Mas não me entendam mal. A novela mostra o que o público quer ver. Portanto sejam inteligentes e interpretem o que escrevi.

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Esse público ignóbil deveria assistir a "Pocoyo", o simpático bonequinho que é meu novo avatar, aí do lado.

Assistam:
http://www.pocoyo.com/

É para crianças, claro. Mas me surpreendeu como a inocência de uma animação tecnicamente brilhante pode cativar uma pessoa.

Já que Chaves nunca vai ser renovado, devemos procurar novos heróis para as nossas crianças e adolescentes.

2 comentários:

Knatsu disse...

Concordo.
Pocoyo é o símbolo de que crianças ainda podem ser inocentes.
TEnho 20 anos na cara barbuda e não tenho nenhuma vergonha de assistir a animação.
Por ser uma belo trabalho e por saber que ainda pode existir inocência em animações.

Arraso disse...

Pocoyo é demais. É infantil, mas não é bobo. É cativante, irresistível.