domingo, dezembro 31, 2006

Saddam Hussein por um 2007 melhor (?)

Esse é o vídeo da morte de Saddam. Não é tão forte (graças ao magnífico câmera-man com seu celular...), mas não deixa de ser desagradável ver a morte de alguém. Incrível como, em pleno século XXI, ainda há pessoas sendo enforcadas.

A morte de Saddam não vai melhorar em nada a situação, muito pelo contrário. Mas ele teve o que merecia. Cadê seu Deus agora?


Deveriam executar também o maldito que estava filmando com seu celular. PÁRA DE TREMER ESSA MÃO, POHA!

Agora, leitor, vá comemorar o novo ano e dar graças a Deus (?) pelo ano que acabou. Mas saiba que você é minoria: apenas 35% da população mundial comemora a virada do ano.

Como se sente agora, sendo um estranho para a maior parte do mundo?

Isso não vai deixar de eu comemorar a passagem de ano. =)

Não sei se começo 2007 melhor do que comecei em 2006, mas se eu tentar ser menos realista e mais otimista, sei que terei um ano melhor do que este que está acabando.

Portanto, tenha um FAN! Feliz Ano Novo! (Daniel "z32o" que me deu essa dica de FAN, e eu adorei! valeu amigo :*)

Voltando à história de Saddam Hussein e sua morte, eu me lembrei da letra da música "Façade of Reality", da banda Epica:

People created religious inventions
To give their lives a glimmer of hope
And to ease their fear of dying
And people created religious intentions
Only to feel superior and to have a license to kill

Traduzindo:

Pessoas criaram invenções religiosas
Para dar a suas vidas um lampejo de esperança
E para amenizarem o seu medo de morrer
E pessoas criaram intenções religiosas
Apenas para se sentirem superiores
e terem uma licença para matar


Termino esse post da maneira como comecei: estamos no século XXI com criminosos sendo enforcados, algo repudiado até mesmo na Idade Média. Que mundo é esse? Para onde vamos? Quantos vão se lembrar disso na virada do ano (felizmente somos "minoria")?

Podemos ao menos tentar um ano sem que a religião provoque mais guerras?...

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Segredos revelados

Dias atrás comentei sobre duas novidades para o mercado brasileiro de jogos. Agora é hora de revelar um dos pontos e trazer outra novidade. Lembrem-se que eu disse que eram 4 - e não apenas dois - segredos... Ainda resta mais um a ser revelado.

O grupo de e-sport (esporte eletrônico, cibergaming) MeetYourMakers entrará no mercado brasileiro, através de uma parceria mútua entre os sites TeamPlay e hardMOB. Fico feliz de ter participado de tudo isso, e agora a responsabilidade aumentará ainda mais.

A hardMOB tem mais uma parceira - e outras tantas virão, espero. Vai garantir que o fórum volte a ser, novamente, algo maior e melhor do que apenas... um fórum.

Mas não pensem agora que, com uma parceira, a hardMOB deixará de precisar das doações e do trabalho voluntário de seus usuários e da equipe. Muito pelo contrário! A hardMOB precisará mais do que nunca de cliques nos banners do Google, doações, uma equipe afinada e ativa... Para que possamos continuar com os projetos em mente.

Juntas, a hardMOB e suas parceiras farão do mercado brasileiro de jogos algo além do "Xbox nacional", "revistas de jogos" e "sites de notícias". Confiem em mim.

E não é só. Não mesmo, vem mais por aí. Aguardem.

(Se não houver nenhum comentário neste post, terei que criar um usuário-fictício para comentar minhas postagens haha)


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Finalmente comprei minhas caixas de som 2.1 - Edifier X600. Meu quarto é pequeno demais para um conjunto 5.1, e para um som surround eu tenho meu headphone da Zalman.

Fiquei satisfeito, agora vou poder atormentar a minha família e todos os vizinhos com minhas músicas DU MAU.

Mas nem tudo é flores. Minha mãe é a responsável máxima por ter acabado com meu novo mouse laser, com menos de 1 semana de uso... R$ 170 jogados no lixo.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

(In)Feliz Natal!

Natal é a época mais chata do ano. Sem querer passar uma visão pessimista e negativista do mundo, mas o Natal é a época em que reina a hipocrisia e onde todos se transformam em excelentes atores, agradando ao próximo por interesses ou escondendo seus principais sentimentos (de raiva, inveja, etc.).

Além disso, minha família não comemora o Natal por motivos religiosos. Não me faz falta, mesmo. Mas não tenho mania de cumprimentar os outros com um "Feliz Natal", só lembro disso quando ME cumprimentam. E, com isso, fortaleço a fama de ser um cara sério e antipático.

Poderia ainda continuar a criticar o Natal e seu apelo capitalista, ou criticar a decisão da Igreja de transformar uma data pagã em data religiosa, mas deixa pra lá. Que as pessas pensem que eu sou antipático apenas por não desejar Feliz Natal.

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Mas eu ainda tenho o espírito natalino! Doei US$10 para a
Wikimedia Foundation, eles merecem. A Wikipédia é, hoje, o exemplo perfeito de Web 2.0, de como a Internet é feita pelos internautas e não por empresas. Eu me perco durante vários minutos por dia na Wikipédia, aprendendo novas coisas e me corrigindo em outras.

Não doei pelo espírito natalino, e minha doação nem foi tão grande assim. Mas eu me sinto no dever de contribuir com alguma maneira. Hoje, é com dinheiro. Talvez no futuro vou ajudar a Wikipédia a crescer no Brasil, criando e editando artigos.

(Aliás, PULTA QUE PARIUL!, os caras conseguiram mais de US$300.000 em menos de um mês de doações... Wikipédia ROX!)

Ainda nas doações, doei mais US$ 10 para a equipe do Maxthon, o navegador que eu utilizo há quase três anos. Dane-se o que você pensa dele - sim, é um navegador que usa a engine do Internet Explorer. Há prós e contras, mas o Firefox do seu micro poser aí roubou várias idéias implementadas antes no Maxthon.

Enquanto o Opera não mostrar as páginas decentemente, continuarei com o Maxthon. A versão 2.0 promete.

E no ano que vem ainda quero assinar o Last.fm

domingo, dezembro 17, 2006

Pssssssiiiiiu, segredinhos

Não vou esconder: é delicioso saber de coisas secretas, algumas importantes, que vão alterar a vida das pessoas de alguma forma. E, claro, você não pode contá-las a ninguém.

No meu caso tenho quatro pequenos segredinhos, mas dois deles comentarei aqui.

Claro, não esperem por revelações :) Eu não posso revelar nada, apenas comentar (mas tomando os devidos cuidados). Assinei contratos de NDA (Non Disclosure Agreement - algo como "Tratado de Não-Divulgação"), e se eu quebrá-los terei que pagar pesadas multas.

Primeiro caso: vai dar maior destaque ao e-sport no Brasil. E espero que a cena dos ciberatletas seja encarada com maior profissionalismo. Aliás, espero mesmo é que o e-sport seja considerado um esporte no Brasil, que a mídia dê atenção a esses garotos que tanto honram o nome do Brasil lá fora.

Segundo caso: uma grande empresa finalmente despertará para o mundo dos games :D

Espero estar mais que envolvido em tudo. Contarei mais sobre tudo isso com o passar dos dias... Principalmente em relação ao primeiro caso. Aguardem ;)

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Especial do Théo Azevedo sobre o preço dos consoles no país:
http://jogos.uol.com.br/reportagens/ultnot/ult2240u116.jhtm

Reportagem imperdível para quem quer saber por que os consoles no Brasil são caros, como podemos melhorar essa situação e como está o mercado brasileiro de jogos.

Pessoalmente, não estou preocupado. Como já disse 666x, o mercado de games tem o maior lobbysta trabalhendo a seu favor. Um tal de Lulinha.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Esqueça-me

Quase uma semana sem novos posts. Já tinha me esquecido de como trabalhar com jogos pode ser estressante e cansativo.

Sério, se você pensa (ou sonha) em trabalhar com jogos, pense de novo. Estresse, correria e cansaço são ingredientes de qualquer tipo de trabalho. Mas, ao contrário da imagem que constroem por aí, trabalhar com jogos não é apenas jogar. Pode ser (e com certeza é) divertido, mas em alguns momentos a última coisa que você desejará ver na sua frente será um computador ou algum jogo. Em casa você vai querer apenas descansar. Ou ler algo. (Leia meu blog!).

Ainda assim, o importante é encarar o que deve ser feito como amor, paixão e devoção ao trabalho, e não como obrigação. No fim você será recompensado - um "obrigado" ou "ficou legal" fará com que você volte a querer jogar :) E melhorar, sempre.

Agora que o pequeno caos se passou, espero ter tempo para resolver algumas coisas deixadas em segundo plano - inclusive me divertir. Alguém que ir ao cinema assistir a
Happy Feet junto comigo?

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Link adicionado ao lado, blog do Samuel:
http://eoquedizem.blogspot.com/

Corram lá pra xingar o cara :D

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Comemorei o meu aniversário junto com alguns amigos no último sábado, no Genuíno Bar aqui em Sampa. O melhor chopp que já experimentei, de longe. E olha que eu não gosto de cevada.

Ganhei presentinhos MUITO FOFOS das minhas amigas e dois excelentes livros do Nero. Valeu, Nerinho! (huahua mas um dos livros é - era - para o Marcelo... depois eu empresto pra ele!)

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A novela Páginas da Vida é uma farsa. Já temos que aguentar o péssimo ator (nem sei o nome de seu personagem, quanto mais o nome real...) parceiro da garotinha que se acha gordinha, com seu playback insuportável e uma atuação desprezível. Tal ator, aliás, é "cunhado" do diretor da novela (Jayme Monjardim), irmão da "Tânia Maria", que ninguém sabia quem era até ter sua música na novela. Incrível...

Poderia falar do Rio de Janeiro e seu mundo rico, o Leblon glamourizado. Mas não. A farsa a qual me refiro é como a bulimia é retratada na novela.

Cadê a gorda na novela? A garota bulímica sequer parece com uma gordinha. Ainda se fosse a redondinha (que na verdade é até magra) que pariu o casal de gêmeos... Mas não. Em nenhum momento na novela, pelo que acompanhei, a garota mostrou apreensão por ser "gorda". Sua intérprete infantil, quando criança, era uma brilhante atriz compulsiva por chocolates (ela só fazia isso!).

Eu sei que a novela quer passar a mensagem de que a bulimia é uma doença, tentando mostrar aos jovens que mesmo magros os "doentes" se acham gordos. Mas que belo exemplo, mostrando a perfeição da ficção COM MODELOS E ATRIZES BOMBADAS E MAQUIADAS!

Novamente eu pergunto: cadê a GORDA na novela? Numa cena dias atrás, um médico dizia aos pais da bulímica que a sociedade precisa mudar o conceito de magreza, de beleza. Faça-me rir, Y HALO THAR! É o mesmo conceito que a novela está mostrando. O mesmo conceito que "apresentadoras de TV" como Ana Hickmann (hahaha!) criticam abertamente.

Mas não me entendam mal. A novela mostra o que o público quer ver. Portanto sejam inteligentes e interpretem o que escrevi.

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Esse público ignóbil deveria assistir a "Pocoyo", o simpático bonequinho que é meu novo avatar, aí do lado.

Assistam:
http://www.pocoyo.com/

É para crianças, claro. Mas me surpreendeu como a inocência de uma animação tecnicamente brilhante pode cativar uma pessoa.

Já que Chaves nunca vai ser renovado, devemos procurar novos heróis para as nossas crianças e adolescentes.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Emocionante

Hoje foi meu aniversário. Cheguei à versão 2.2 sentindo novas sensações (isso ficou bem gay).

Já deixei meu cabelo crescer, mas nunca levei muito a sério como estou levando agora. Depois de dois relaxamentos (sim, fiz mais um dias atrás, além do feito mês passado) meu cabelo está bem mais pesado e liso. Nunca senti o vento mexer os fios da minha nuca... E essa foi uma das novas sensações de hoje.

Ok, podem me chamar de gay, mas não me chamem de emo. No máximo, metrosexual :)

Segunda sensação nova do dia. Apesar de ter viso o show do Video Games Live no fim de setembro, nunca tinha visto uma orquestra de verdade (leia-se completa) "tocando". Pois hoje foi O DIA.

Sábado passado, ao conversar com uma amiga (a Joaninha), ela me avisou que haveria um concerto de Réquiem (de Mozart) bem no dia do meu aniversário. Eu adoro Réquiem, e ela sabia disso. Valeu Joana, valeu por ter avisado!

Não peguei os melhores lugares, pois os ingressos estavam no fim. Mas deu para prestigiar bem o concerto, regido pelo maestro Neshling e orquestrado pela OSESP.

É indescritível ver e ouvir Dies Irae ao vivo. A música já é impactante ouvindo "por aí", ao vivo ela se torna ainda mais violenta e agressiva. Se eu estivesse sozinho na Sala São Paulo, com certeza quebraria tudo por lá.

Dies Irae significa "Dias de Fúria" ou "Dias de Ira". Imagine guerras e o juízo final.
Não pensem que ir a um evento do tipo é caro e só para pessoas pomposas (claro que as peruonas estavam lá se exibindo...). Eu realmente recomendo para todos, o ingresso mais caro não deve passar de R$ 70,00.
Mas se você não conhecer NADA de música clássica, poderá achar entediante.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A guerra com o Wii no Brasil

Pessoas: não sigam meu exemplo. Não sejam como eu. Não tenham ódio da Latamel, a "representante oficial" da Nintendo no Brasil.

Meses atrás eu lí no
Finalboss uma entrevista com um dos executivos da Latamel. Sem palavras. O cara demonstrou desconhecer o mercado brasileiro, talvez até o mundial. Respondia as perguntas de forma vaga, mas cumprindo bem seu papel de falar bonito para que pessoas pensem que algo está sendo feito por elas. Exemplo:

Rafael Gómez: O Brasil representa um dos mais importantes mercados para a Latamel na América Latina, pelo grande potencial do mercado e a expansão do território brasileiro. Desde que a Gradiente terminou seu contrato com a Nintendo, o Brasil tem sido importante para a Latamel, dificil para vencer, porque é um mercado com muito potencial, mas na parte de Video Games infelizmente, tem muito que ser resolvido antes de que logremos nossos objetivos de distribução. Portanto, independentemente de que temos muitos problemas para distribuir os produtos, acreditamos no mercado brasilero e consideramos prioridade em nossos esforços e planejamentos para a América Latina.


Traduzindo para um bom português, ele quis dizer que lançar o Wii seria difícil e caro, e que nada poderia ser feito para melhorar a situação.

Bom, conseguiram cumprir a promessa de fazer um lançamento simultâneo com os Estados Unidos. Ponto para a Latamel, mas ponto também para a Nintendo que produziu quase 1.000.000 de unidades do Wii para os lançamentos na América e no Japão.

Mas o preço do console aqui, tido como o mais barato lá fora, é exorbitante... Achou os R$ 2.999,00 do Xbox 360 um exagero? Pois o Wii, que lá fora custa quase 40% menos que o Xbox 360, não sai aqui no Brasil por menos de R$ 2.399,00. Felizmente o pacote ainda inclui o Wii Sports (coletânea de mini-jogos de esporte para o Wii, e título que acompanha o videogame). Mas não deixa de ser a versão mais cara vendida ao redor do mundo... (US$ 1.110,00!).

A Latamel tem seus motivos para comercializar o console a este preço. O primeiro deles, claro, são os impostos - sempre eles. Entretanto, a empresa provavelmente deve ter pouquíssimos consoles em estoque. Logo, é necessário exagerar no preço das poucas peças para que o lucro seja o ideal.

Mais revoltante ainda é o preço dos jogos. Novamente, lá fora os títulos do Wii são mais baratos que os da concorrência - US$10,00 a menos. Aqui um jogo para o Wii não sai por menos de R$ 299,00!

Outro problema da Latamel: não fabrica os DVD's no país, precisa importá-los e ainda carece de planejamento e de uma boa estrutura de distribuição. Ao importar um Wii e seus games de forma legal por uma outra empresa que não seja a Latamel, talvez você gastaria até menos.

Eu disse no começo do post para que vocês não sigam meu exemplo. Eu vou comprar o Wii, mas não pela Latamel (aliás, quem irá me garantir que ela me dará assistência técnica decente? Prefiro confiar na Microsoft... que é bem mais conhecida). Algumas pessoas não seguiram minha dica e formaram um grupo, criando a campanha Nintendo por preço justo no Brasil.

Não aceitem as desculpas da Latamel, de que comercializar videogame no Brasil é difícil. Se eles acham isso, que deixem para outra empresa fazê-lo. Os mesmos impostos que ela está pagando a Microsoft também tem de arcar, e mesmo sendo mais caro o pacote do Xbox 360 é mais vantajoso (quem diria, eu tendo que aceitar isso...).

Não culpem o governo. Os impostos são altos, mas estava pior no ano passado. E ainda há movimentos pró-gamers no congresso - preciso lembrá-los novamente quem é o maior lobbysta do país?

Culpem a Latamel. Mas não apenas ela. Culpem a Nintendo por ter escolhido empresa de tal calibre para representá-la em seu país. Ah, que bom seria se todas as empresas fossem como a Blizzard... Não admite erros, não admite nada sequer a perfeição: por isso controla tudo de seus jogos, até mesmo vídeos para exibições públicas (como no Video Games Live).

A situação dos videogames no Brasil começa a melhorar. Mas vejo muitos jornalistas e formadores de opinião elogiando tal presença da Microsoft e da "Nintendo" por aqui, esquecendo que a verdadeira época de ouro dos games no país foi durante a primeira metade da década de 90.

Mas para que não digam que eu sou pessimista, bem, eu enxergo agora diversas luzes no fim do túnel :) Basta seguí-las.

sábado, dezembro 02, 2006

Xbox 360 no Brasil

Finalmente temos um console lançado oficialmente por aqui, após anos de abandono. É caro, mas vem com três bons jogos e já conta com duas boas novidades nas prateleiras: Gears of Wars e Viva Piñata (100% traduzido para o português brasileiro). Os jogos sim estão baratos, mesmo os "lançamentos" - os dois acima custam R$ 159,00.

Tem uns R$ 3.000,00 guardados aí? Não perca tempo e compre seu Xbox 360 tupiniquim:
Submarino - Fnac

E por falar nisso...

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Viva Piñata traduzido

Bela iniciativa! Muito obrigado, Microsoft. Mesmo. Mas... Sempre houve uma luta aqui no Brasil para que acabassem com a estigma de que videogame é coisa para criança. Resolveram traduzir logo o primeiro jogo "fofinho" do Xbox 360...

Bom, para o público alvo a iniciativa é excelente, claro. Louvável ainda o investimento na dublagem, que está muito boa (sim, o jogo não é "só" legendado). Torço para que o trabalho continue, mas gostaria de ver outro lançamento traduzido, nem que fosse apenas com legendas.

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Como ficar milionário sendo nerd

Anshe Chung é uma corretora de imóveis de sucesso. Chinesa radicada na Alemanha, Chung trabalha junto com seu marido - e no começo deste ano fundaram a ANSHECHUNG Studios Ltd., que já conta com 25 funcionários e em breve terá mais 25.

Chung conseguiu acumular uma fortuna de US$ 1.000.000,00 durante quase três anos de trabalho, com um mero investimento de US$ 10,00. Começou comprando alguns terrenos, depois fez deles belas cidades e centros comerciais - prédios, shopping centers, faculdades... Seu lucro vem de aluguéis e vendas destes espaços, que ela construiu junto com seu marido e seus funcionários.

Bizarro, não? Mas há explicação: Anshe Chung não existe no mundo real. Apenas no mundo de Second Life (veja mais sobre o jogo no post abaixo).

A chinesa por trás de Anshe Chung é Ailin Graef. Ela é veterana de outros jogos online, como Asheron's Call e Star Wars Galaxies, e como todo bom chinês sempre conseguiu fazer dinheiro real com o dinheiro virtual dos games que jogava, até conhecer Second Life em 2004 enxergando nele uma nova oportunidade. Começou a acumular grana desenvolvendo animações para os personagens, depois comprou seus primeiros terrenos, fez deles belas cidades e o resto virou história.

Hoje, Chung - ela quer que a chamem de Chung quando o assunto é Second Life - é considerada pelo próprio criador do jogo uma "autêntica governadora". Seus territórios se multiplicaram de uma forma absurda. Ela controla zonas enormes interligadas, o que realmente lhe faz, além de uma celebridade milionária dentro e fora do jogo, a primeira a ter sob seu controle regiões "cheias" (cidades completas, com população e "algo a se fazer") do Second Life.

É a primeira história de um milionário do mundo virtual... Eu só queria ter o poder de ter meu próprio país durante alguns dias. A importância de Graef para o jogo é tão grande que se ela quiser quebrar a economia de Second Life, retirando seus Lidens de dentro do jogo, ela pode. Isso explica os motivos de ela ser paparicada pela Linden Labs.

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Voltando ao Xbox 360

Você não é como uma Ailin Graef e ainda quer o seu Xbox 360? Seus problemas acabaram! Mas antes de botar as mãos no console, terá que passar por algumas provas.

A Microsoft e alguma de suas agências criaram o Elemento X. Por trás de um jovem anônimo está a primeira promoção/ação de marketing realmente inovadora do país. Para ganhar seu console, você terá que seguir algumas dicas do blogueiro Elemento X - quem mora em São Paulo ainda terá que sair às ruas para completar as missões.

Não tenho tempo nem saco pra participar disso, pra sorte de vocês. Obviamente, se eu quisesse, todos os consoles já seriam meus. Só não sei se eu os teria ameaçando o Elemento X ou seguindo suas dicas, esnobando todos os idiotas e mostrando minha inteligência suprema.

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Chega de Xbox, agora é a vez do Wii

Mas vou colocar algo sobre o console da Nintendo apenas amanhã, para que esse post não fique grande. Como o Xbox 360, o Wii também foi lançado oficialmente por aqui. Mas não vou dizer para que vocês o comprem... Muito pelo contrário.

Aguardem.