Mostrando postagens com marcador Games. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Games. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Os excessos da vida

http://www.meetyourmakers.com/br/scene/3679.html

Chinês morre após dias de jogatina online

Um chinês de 150kg e 26 anos morreu no último sábado, dia 24, após passar por uma maratona de jogos online durante a semana do Ano Novo Lunar, segundo um jornal estatal chinês.

A fatalidade aconteceu em Jinzhou, província de Liaoning no nordeste da China. Segundo sua família, o jovem e obeso chinês - que não teve seu nome revelado - passou quase todos os sete dias do feriado jogando sem parar.

Este é mais um dos casos fatais de vício na Internet e em jogos online que abalam a China e preocupam o governo chinês. O país, que tem a segunda maior população de internautas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, recentemente tomou atitudes drásticas para conter os crescentes casos de jovens e adultos viciados, como a proibição de menores em lan-houses e cybercafés, restrição de horas gastas em jogos online e até mesmo a criação de um centro de tratamento para viciados.

Mas para Xu Yan, uma professora de Jinzhou, os jovens não tinham muitas opções de entrenimento para o Ano Novo Lunar: "Temos apenas duas opções: TV ou Internet. O que eu posso fazer no feriado se tudo está fechado?".

De acordo com o mesmo jornal chinês, 2,6 milhões - ou 13% - dos 20 milhões de internautas chineses abaixo dos 18 anos já são considerados viciados na Internet.

*****

Algo meio "vira essa boca pra lá" (no caso, dedos): nós, no Brasil, precisamos de um caso assim. Confio que a mídia cobriria o acontecido sabendo separar o que é ruim e o que é bom nos jogos online. Dosando críticas e esclarecimentos.

A mídia especializada daria ainda mais atenção, fazendo seu papel para conscientizar os jogadores.

E com isso os jogos teriam destaque na TV, nos jornais e nas revistas.

Ajudaria a tirar o foco da mídia no caso PlayTV-Lulinha-Telemar, cuja reação é exagerada. Nada como um fato ruim para que se esqueça de outro péssimo.

É, eu sei, é idiota pensar assim. Mas a verdade, como diz Al Gore, às vezes é incoveniente.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

LeveUp! - o começo do fim?

É claro que a LevelUp! não vai acabar tão cedo. Mas o que ela fez agora desagradou bastante a comunidade. Acertou em cheio todo o seu público. Teve uma boa idéia, é verdade, mas executada de uma maneira totalmente errada - do ponto de vista do público consumidor, que é o que interessa no final das contas.

A LUG comercializará itens especiais, MVPs, skills e o que mais der na telha para o Ragnarök. Detalhe: continuará a cobrar a mensalidade para o jogo. Ou seja, teremos duas classes dentro do Rag - os que apenas pagam a mensalidade, e os que pagam duplamente para vencer as maiores disputas, as batalhas entre clãs, etc.

Com o tempo quem paga apenas mensalidade deixará de jogar. Há uma imensa revolta na comunidade. Comentei com meu amigo z32o e horas depois vieram comentar comigo... Estão nervosos, pois sabem que a venda de itens desequilibrará o jogo.

A iniciativa é boa, mas poderia ser feita de outra maneira. Vender itens exclusivos através de brindes, cartões ou até mesmo em promoções, com ou sem parceiros. Estes itens dariam, no máximo, um visual diferenciado para os personagens do jogador, dentro do Rag. É tão óbvio que é feito em qualquer grande (e bom) MMORPG que se preze. Até World of Warcraft teve isso, e seus itens especiais sempre foram muito, MUITO desejados. Não criou uma nova classe de jogadores, não desbalanceou o jogo, não desagradou o público consumidor.

LUG, não se comercializa um MMORPG de duas maneiras: com mensalidade e com vendas de itens. Ou uma coisa, ou outra. É lógico que RPGs onde há apenas venda de itens pode criar as tais duas classes de jogadores (com/sem dinheiro ou vontade para gastar). Mas estamos tratando com consumidores que jogariam por pouco tempo - os que nada gastam - e com aqueles que gastam mais do que suas horas, gastam também salários ou mesadas.

Em um jogo gratuito aqueles que não compram itens têm a chance de se igualar aos que compram, apenas demorará um pouco mais. No Ragnarök é diferente, você já está pagando pra jogar, por que tem que pagar AINDA MAIS pra poder ser MAIS poderoso? Não faz sentido. E por isso a revolta é grande. Já se paga pra jogar, vai ter que pagar pra não ficar pra trás?

O mundo capitalista pode ser cruel, mas a LUG, apesar de ser a maior e a mais forte, não é a única empresa de jogos no Brasil. Há cada vez mais MMORPG's à escolha. A própria LUG tem mais de um, mas voltados a públicos diferentes. Não creio que os jogadores de Ragnarök migrarão para RF Online, a grande aposta da LevelUp!. Provavelmente jogarão qualquer outro RPG no mercado, como WYD, Priston e LastWar. Os dois primeiros, gratuitos com venda de itens. O último com uma mensalidade baixíssima.

Minha opinião não vale para nada, afinal eu não trabalho na LUG e não tenho acesso às curvas de dinheiro e jogadores deles... Mas, ainda assim, vendo a decisão como jogador e, depois, como administrador, não consigo entender essa aposta da empresa.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Síndrome de abstinência

***hardMOB***

Incrível a síndrome de abstinência que o pessoal está passando pela falta da hardMOB nestes... 6 dias!

A cada meia-hora vem uma pessoa perguntar para mim quando o site volta. Tudo que posso dizer é "logo", ou "nos próximos dias".

Mas agora posso dizer algo mais: as máquinas estão prontas, então o fórum voltará amanhã provavelmente. Para vocês, mais algumas horas de (árdua) espera. Para nós, equipe hardMOB, algumas horas a mais para encaixar certas coisas.

Nada extremamente novo virá, mas o impacto inicial poderá ser grande. (Não precisa ser muito inteligente pra saber que mudança é essa). Logo o povo se acostumará, e aí seguiremos com outras novidades.

***Meet Your Makers***

Nos próximos dias finalmente estréia o site nacional da Meet Your Makers - já se candidatou a uma das vagas disponíveis? Veja abaixo como participar desse projeto.

Para quem já conhece a Meet Your Makers internacional, aguardem a versão tupiniquim. Igual, mas diferente!

***Duke Nukem Forever***

Rá! Piada: George Broussard (criador de Duke Nukem e chefe da 3DRealms!)
está procurando novos programadores. De novo.

Digo "de novo" pois um sem número de programadores deixou a empresa nestes DEZ ANOS de desenvolvimento do eterno Duke Nukem Forever (quem diria que o Forever seria levado ao pé da letra). A maioria dizia não entender os motivos de o jogo não ter sido lançado ainda...

O que há de diferente agora: com o anúncio de emprego, Broussard liberou uma imagem do jogo - após anos e anos sem novidades. As últimas imagens do jogo datam de 2001 ou 2002, não lembro ao certo, exibidas em um vídeo durante a feira E3.

De fato, se essa imagem for mesmo do Duke "em ação", com o jogo rodando em tempo real, Duke Nukem Forever não deverá nada a nenhum jogo da nova geração. Era de se esperar, realmente. O pessoal da Epic, desenvolvedora do Unreal e Gears of War, disse que devem muito a Broussard e a suas idéias para o desenvolvimento da Unreal Engine 3.

Muito do que Broussard produziu neste anos todos foi incorporado em outros projetos. Ponto pra ele.

...

Será que alguém se interessaria em publicar o dossiê DNF que fiz há alguns anos? Falta atualizar e... bem, não custa nada tentar.

Me aguardem.

Always bet on Duke.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Ziff-Davis games for sale

Rá! Era de se esperar que após algumas demonstrações de dificuldades, a Ziff-Davis - uma das gigantes americanas da mídia impressa - colocasse à venda sua divisão de games. O que me surpreendeu foi que eles colocaram à disposição também o excelente site 1up.com.

Não que o 1up.com esteja fadado ao fracasso. Pelo contrário: ao meu ver é hoje o segundo site de games do mundo, atrás apenas do
GameSpy (do grupo IGN). Possui um design inovador, matérias francas e bem direcionadas ao público gamer, interação agradável com a comunidade através de blogs e vídeos... É, literalmente, o futuro do mercado impresso (revistas) em um site.

O 1up realmente caminhava para agregar o que há de melhor nas publicações impressas da Ziff-Davis, como a EGM (marca forte em todo o mundo, inclusive no Brasil). A decisão de vender TODA a área de games mostra que a Ziff-Davis não acredita neste mercado. Não quer o pepino editorial do 1up sem as revistas impressas, que, direta e indiretamente, faziam o poder do site.

Do ponto de vista administrativo e econômico, é melhor perder uma boa marca, mesmo estando no seu auge, do que vender 90% de sua área e perder força bruta (as "pessoas" que fazem o bom trabalho) arriscando apenas no poder da marca, imaginando que ela pode continuar no alto com novos empregados, com um rumo diferente.

Vendendo a EGM e o 1up a Ziff-Davis vai largar toda essa batata quente (para não repetir o termo pepino) nas mãos de algum maluco disposto a acabar com o mercado impresso e apostar apenas na Internet.

Que seja feito desta forma. Melhor continuar com o bom nível de apenas um projeto do que acabar pouco a pouco com tudo que é feito. De uma forma ou de outra, é triste constatar que o mercado impresso vai acabar um dia. Há uma década os editores dos maiores jornais norte-americanos se juntam para discutir os novos rumos do mercado, que caminho seguir, o que fazer para evitar a cova... E nunca encontraram uma solução

RIP: Ziff-Davis. RIP: mercado impresso.

*****


Essa decisão da Ziff-Davis me fez pensar: vale a pena investir no mercado editorial de games? Vale a pena ser jornalista para cobrir este mundo? Vale a pena ser jornalista para cobrir qualquer área que seja?

Cada vez mais quero fazer faculdade de cinema ou publicidade e deixar essa coisa de jogos de lado. Trabalhar com games é dor de cabeça. Eu já disse isso aqui neste blog.

Mas não vou abandonar o barco agora. Ainda é o que eu gosto de fazer, e faço com carinho, amor, dedicação, trabalhando horas por dia e dormindo cada vez menos. Pelo menos na área que estou me aventurando agora rola algo diferente... mais ligado ao esporte real, ao mundo real.

Patrocínios, eventos, feiras... Apesar de ainda fazer parte da Internet e dos games, o esporte eletrônico ("ciberesporte") toma um caminho diferente do que vemos no mercado editorial. É o futuro, aliado ao marketing e à publicidade nos jogos.

Vamos investir agora, enquanto não temos grandes concorrentes. Uma aposta pessoal de cada um envolvido no projeto. Vai dar certo - mais importante que o pioneirismo, é chutar a bola no momento certo.